A literatura brasileira tem ganhado forças em vários lugares e de formas distintas ao mesmo tempo;  ora nos corredores cheios de leitores de uma Bienal, ora no palco solene de uma premiação, ora nas telas que adaptam nossas histórias para novos públicos.
Nessa semana  (27/10), o país celebrou a força das vozes que escrevem, editam e transformam o ato de ler em um gesto coletivo. Alagoas abre as portas em Macéio para Bienal Internacional (31/10) e somos prejudicados com mais uma adaptação nacional, além dos lançamentos que aquecem novembro no Clube Litera, o cenário literário mostra que ainda há muito a ser contado e lido.

Bienal Internacional do Livro de Alagoas 2025: um encontro entre Brasil e África

Maceió se tornou, na sexta (31/10), o centro de uma das maiores celebrações literárias do Nordeste: a 11ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas. Com mais de 700 autores, sendo 200 do interior do Estado, e expectativa de público entre 300 e 400 mil pessoas, o evento reafirma o poder da literatura como ponte entre territórios e culturas.

Com o tema “Brasil e África ligados culturalmente nas suas raízes e ritos”, a Bienal homenageia os países africanos de língua portuguesa, promovendo diálogos sobre língua, música, culinária e identidade. O estande da Secretaria de Cultura e Economia Criativa de Alagoas, com 53 lançamentos e 23 sessões de autógrafos, celebra a pluralidade da produção local e o papel das editoras regionais na formação de novos leitores.

Entre editoras universitárias, livrarias independentes e grandes nomes nacionais, o evento transforma o Centro de Convenções Ruth Cardoso em um verdadeiro mapa afetivo da literatura brasileira contemporânea; um espaço onde o livro continua sendo, antes de tudo, encontro.

31/10 a 9/11 das 9h às 22h no Centro de Convenções Ruth Cardoso, Maceió/AL. Entrada gratuita

Prêmio Jabuti 2025: entre mestres e novas vozes

Na última segunda (27/10), o Prêmio Jabuti chegou à sua 67ª edição, consagrando nomes que representam a diversidade e a vitalidade da escrita no país. No palco histórico do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.
O grande vencedor da noite foi Ruy Castro, com O ouvidor do Brasil: 99 vezes Tom Jobim (Companhia das Letras), eleito Livro do Ano.
A escritora Ana Maria Machado recebeu a homenagem como Personalidade Literária, celebrando décadas de contribuição à literatura infantil, juvenil e à cultura brasileira.

Entre os premiados, destaque para:

Rafael Zoehler, vencedor da categoria Romance de Entretenimento com As fronteiras de Oline (Editora Patuá);
Armando Freitas Filho, vencedor em Poesia com Respiro (Companhia das Letras);
André Kondo, vencedor em Juvenil com O silêncio de Kazuki (Editora SM);
Pedro Tourinho, vencedor em Economia Criativa com Ensaio sobre o cancelamento (Planeta).

O Jabuti, criado em 1959, continua sendo o maior reconhecimento literário do país; um palco onde convivem tradição e inovação, grandes editoras e selos independentes, vozes estabelecidas e autores em ascensão.

Rafael Zoehler e o poder da literatura independente

Em entrevista ao PublishNews, o gaúcho Rafael Zoehler contou que As fronteiras de Oline nasceu de uma inquietação: a forma como o trabalho pode ocupar toda a vida de uma pessoa. O personagem principal, um “homem-função” encarregado de vigiar fronteiras, é metáfora para os limites que criamos dentro e fora de nós mesmos.

Zoehler falou com sinceridade sobre o ato de escrever  “pra dentro”, como ele diz  e sobre o espanto de ver sua obra premiada.

“Pra mim, escrever é um ato egoísta. Eu sou meu leitor e meu crítico. Chegar como finalista nesses prêmios é um alô que a literatura me manda dizendo que talvez eu tenha acertado em algum lugar.”

Publicar pela Patuá e vencer o Jabuti é, por si só, um gesto simbólico: além de que a literatura brasileira independente tem fôlego, voz e potência para atravessar fronteiras;  inclusive as que separam o centro do país de suas margens criativas.

Raphael Montes volta às telas com “Uma Mulher no Escuro”

Depois de Dias Perfeitos, o escritor Raphael Montes terá mais uma obra adaptada para o Globoplay.

Uma Mulher no Escuro, vencedor do Prêmio Jabuti de 2020, está em desenvolvimento com o autor envolvido no roteiro e na produção.

A história de Victoria Bravo, que aos quatro anos testemunha o assassinato da própria família e cresce assombrada pela memória, promete chegar ao streaming com o mesmo tom de tensão e suspense que consagrou Montes como um dos principais nomes do thriller nacional.

O anúncio, feito durante o evento de 10 anos do Globoplay, reforça uma tendência crescente: a literatura brasileira voltando a inspirar o audiovisual, e os livros nacionais ganhando novas camadas de público e linguagem.

 

Agenda Literária | Lançamentos de  Novembro — Clube Litera

Nada melhor do que fechar o mês com boas leituras. Os lançamentos de novembro do Clube Litera trazem histórias que combinam emoção, recomeço, suspense e muito mais; perfeitas para o clima de fim de ano:

Box Litera Lover: Em Ritmo de Natal, de Maya Brito;
Box À Litera: Todas as Cartas que Guardei, de Aline Próvier;
Box Juliverso: Uma Segunda Chance para Encantar, de Juliana Skwara;
Box Mistério Se Você Me Ouve, de Cass Razzini;
Box Mundo Litera: Rainha das Estações, de Ana Júlia SP;
Box Fantástico: Ferekama, de Thor Magni;
Box Você escolhe: Crônicas de Raziel, de Ricardo Fernandes;

Fechamento

Você já leu algum dos livros vencedores do Prêmio Jabuti 2025?

E já se imaginou vendo o seu livro sendo premiado ou até adaptado para o audiovisual?

Enquanto isso, já garantiu o seu box de novembro do Clube Litera? As novas histórias estão imperdíveis.

E se você é de Alagoas, não deixe de visitar a Bienal Internacional do Livro para prestigiar os autores locais, conhecer novos nomes e celebrar o poder da leitura.

Vale lembrar que mês passado teve o LiteraFest e ainda dá tempo de maratonar e ficar por dentro de tudo, confira agora mesmo.

A literatura brasileira está em movimento e o próximo capítulo pode ser o seu.

 

Texto escrito por: Cass Razzini

 

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